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  • luizaferracini

Fuga e recompensa - como está sua relação com a comida?

Você com certeza conhece alguém que depois de um dia ruim "se dá" de presente uma cervejinha, um jantar diferente ou algo do tipo. Essa fuga é muito comum, pois quando estamos com níveis baixos de hormônios "positivos", buscamos por coisas que nos deem prazer.


É utópico, como nutricionista, pedir para que isso não seja feito, pois é natural do ser humano se presentear a tentar ficar mais feliz com uma recompensa. Eu mesma faço isso, ainda que saiba das consequências que isso traz para meu corpo e mente.


Quem já consultou comigo sabe que trago muito a diferença entre "prazer momentâneo" e "prazer duradouro". Abaixo explico cada um deles:


  • Prazer momentâneo

Quando falamos de alimentação, o prazer momentâneo é a sensação que temos quando consumimos algo que sabemos que, por algum motivo (seja objetivos, ressaca, intestino, etc), não nos fará bem a longo prazo. Normalmente deixamos a razão de lado para usufruir desse prazer momentâneo quando estamos precisando de uma recompensa, ou quando nos deixamos ficar com muita fome antes da próxima refeição. O prazer momentâneo é impulso.


  • Prazer duradouro

O prazer duradouro é o bem-estar que sentimos quando conseguimos vencer a vontade do prazer momentâneo. Pode ser, por exemplo, colocar uma roupa e se sentir bem, acordar sem ressaca no outro dia, ou mesmo o bem-estar de ter conseguido dizer "não" para o comer emocional.


Conhecendo essas duas sensações, qual você acredita ser aliada a uma vida saudável e atingimento de objetivos? Com certeza o prazer duradouro. Sempre que possível, é preferível que você pense o que aquele momento trará a médio e longo prazo antes de se recompensar ou utilizar a comida como fuga.


Um ponto extremamente importante a se ressaltar é que não estou dizendo que uma vida saudável é feita somente de alimentos "fit" e sem momentos de prazer. É extamente o contrário disso. Quero que você entenda quando é um momento de prazer e quando você está tentando descontar algo na comida.


Acredito que o ato de comer também é social e traz momentos bons. Isso não pode deixar de acontecer e de ser considerado para uma vida saudável. Se o momento for bom e você estiver contente, aproveite! O importante é olhar para dentro e perceber quais sentimentos estão associados àquele momento.


Durante minhas consultas, sempre reconstruo com o paciente a relação com a comida para prevenir o comer emocional, a recompensa e a fuga. Como citei no início do texto, fazer com que isso não aconteça é utópico, mas entender quando isso está acontecendo e os motivos pelos quais acontecem pode melhorar muito a sua relação com a comida e acelerar seus objetivos.

 

E você, o que está esperando para entender e melhorar sua relação com a comida? Agende uma consulta para conversarmos sobre isso!


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